As manifestações convocadas para hoje, 13 de janeiro, pela CGTP-IN traduzem a recusa absoluta por parte de trabalhadores e estruturas sindicais do Pacote Laboral do Governo. Esta é uma alteração legislativa que se afigura como profundamente injusta e muito penalizadora das condições de trabalho e de vida da maioria dos trabalhadores, na medida em que fomenta e agrava a precariedade laboral e perpetua políticas de baixos salários, com o propósito maior de servir uma vez mais, e exclusivamente, os interesses dos grandes grupos económicos, para que estes continuem a engrossar os seus volumosos lucros.
O Pacote Laboral do Governo é um instrumento de fragilização dos direitos laborais arduamente conquistados que não só torna mais precários os vínculos laborais e facilita os despedimentos – desde logo pela facilitação da caducidade/extinção de contratos coletivos – como promove a indignidade salarial num momento em que o custo de vida e os gastos de habitação são já incomportáveis.
Os Verdes solidarizam-se e participam desta manifestação recusando em absoluto quaisquer retrocessos em matéria laboral que contribuam para o agravamento das condições de vida dos trabalhadores, que atentem contra os direitos da maternidade e paternidade, e que comprometam a estabilidade sócio económica presente e futura, em particular dos jovens, das mulheres, dos idosos e da população migrante, a quem a desigualdade salarial há muito vem empurrando para situações de pobreza.
Os Verdes sublinham a importância do apoio à candidatura de António Filipe a Presidente da República e a sua eleição no próximo dia 18 de janeiro. Os Verdes reconhecem que apenas a sua candidatura poderá dar expressão e garantir a defesa incansável dos valores constitucionais e dos direitos fundamentais dos trabalhadores.
O Partido Ecologista Os Verdes saúda esta iniciativa e acompanha as reivindicações da CGTP-IN e dos trabalhadores que, depois da expressiva Greve Geral do passado dia 11 de dezembro, hoje saem de novo à rua para afirmar:
Está na hora de retirar o pacote laboral. Não ao retrocesso e à exploração!
Por mais salário, mais direitos, mais serviços públicos.
