Os Verdes enviam Carta Aberta ao Ministério do Ambiente e Energia e apelam a travão ao funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até 2030

Numa Carta Aberta, enviada ao Ministério do Ambiente e Energia, o Partido Ecologista Os Verdes dirigiu hoje um apelo à Srª Ministra do Ambiente, Eng.ª Maria da Graça Carvalho, para que interceda junto do Governo Espanhol no sentido de manifestar preocupação e apelar ao encerramento definitivo da Central Nuclear de Almaraz, considerando que recentemente o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) endossou a prorrogação do funcionamento de Almaraz até 2030, escudando-se nas regulamentações, mas deixando sem análise questões importantes relativas à segurança da central, como acontece em todas as renovações.

Por este motivo, Os Verdes consideram que este é um momento absolutamente crucial para pressionar o Governo espanhol a encerrar imediatamente a central, uma vez que é sua a decisão final (que dispõe de um prazo até setembro de 2026 para decidir), e não do órgão regulador, e que este procedimento cria um precedente perigoso em matéria de segurança nuclear.

A verdade é que esta central nuclear ultrapassou, há muito, o seu período de vida útil, estando um dos reatores em funcionamento desde 1983 e o outro desde 1984 (já lá vão, portanto, mais de 40 anos).

Prolongar o período de funcionamento desta central, que constitui uma ameaça nuclear muito considerável, é uma grande irresponsabilidade.

A Central Nuclear de Almaraz é um perigo à nossa porta, em particular para os distritos fronteiriços de Castelo Branco e Portalegre, pela sua proximidade, mas também para as demais populações ribeirinhas do Tejo, nomeadamente de Santarém, Setúbal e Lisboa.

Por isso, Os Verdes manifestam a sua preocupação perante o anúncio da possível prorrogação do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até 2030 e apelam à intervenção urgente do Governo português, face aos riscos de segurança e ambientais que esta central representa para Portugal, mas também para Espanha.

O nuclear não é verde. É sinónimo de risco para toda a Humanidade. Por isso, Portugal tem de reafirmar: Nuclear, não obrigado!

Lisboa, 7 de agosto de 2026