A urgência da Paz em tempos de instabilidade

A intervenção dos Estados Unidos da América na Venezuela, a 3 de janeiro deste ano, veio dar uma nova dimensão à instabilidade internacional agudizando o sentimento de insegurança.

A invasão, bombardeamento, assassinato de civis, rapto do governante máximo do país, sem qualquer pudor, totalmente ao arrepio do Direito Internacional e sem esconder os reais objetivos da intervenção: o controlo absoluto dos recursos energéticos e políticos do país.

Não é tanto a intervenção e derrube do chefe de governo, cuja a prática não é nova – basta recordar o Panamá, o Iraque, a Líbia, o Afeganistão e até a tentativa falhada em Cuba -mas sim a forma descarada e sem qualquer filtro, é todo o discurso que se seguiu em relação a outros potenciais alvos e objetivos.

Se tem existido pressão para que o conflito na Ucrânia não acabe, ao se dificultar qualquer entendimento de PAZ, se não tem havido pressão consequente sobre o Governo de Israel para terminar o genocídio na Palestina, antes pelo contrário, esta intervenção impune na Venezuela vem aumentar de forma inequívoca a instabilidade social e política que se vive no Mundo nos dias de hoje.

 A luta pelos recursos naturais tornou-se selvagem, obsessiva e aniquiladora. E não serão as grandes parangonas da transição energética que irão refrear esta corrida aos recursos Naturais, pelo contrário, têm servido de grande fator de pressão sobre países, nações e cidadãos.

É urgente a mobilização coletiva para a PAZ!

É urgente travar os orçamentos para a indústria militar, para a indústria da Guerra!

É Urgente a Defesa da Constituição da República Portuguesa e dos valores que ela encerra.

É urgente votar no candidato que melhor defende e assegura esses valores.

É Urgente Votar António Filipe para Presidente!

Victor Cavaco

Membro da Comissão Executiva do PEV