PAZ Sim. NATO Não.
A Cimeira da NATO-OTAN, que decorreu em Ancara, Turquia, 7 e 8 de julho, foi mais um momento de enaltecimento da guerra e das intervenções militares dos milhares de mortos que continuam por este Mundo.
Hoje, a 9 de julho, no dia em que assinalamos o Dia Mundial pelo Desarmamento, são muitas e sólidas as razões para exigir o desarmamento global como pilar para a Paz. Os Verdes reafirmam a sua natureza pacifista a manifestam-se contra as decisões e compromissos assumidos ontem em Ancara.
Firmar o compromisso de alimentar a indústria do armamento (os fabricantes de armas aumentaram brutalmente os seus lucros), continuar com o objetivo da guerra interminável e ter a ambição de resolver a crise económica, social e ambiental da União Europeia com a guerra, foi o que saiu desta cimeira onde o Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, assumiu o compromisso do seu Governo AD tudo fazer para cumprir todas as exigências de Donald Trump e da administração dos EUA sobre os membros da NATO.
Portugal tem sido subserviente, por opção dos seus sucessivos Governos, e mesmo indo contra a Constituição da República Portuguesa, como se viu com a utilização do espaço aéreo e das bases portuguesas na recente agressão dos EUA ao Irão, tal como aconteceu em 2003 na invasão do Iraque decidida a partir da base das Lajes nos Açores.
O Primeiro-Ministro anunciou ontem na Cimeira o Compromisso do seu Governo em destruir o Serviço Nacional de Saúde, arrasar com a Escola Pública, desmantelar os serviços do Estado que tratam da conservação da Natureza, dos rios e das florestas, desinvestir no transporte público e na ferrovia, para cumprir com o ambicionado alvo dos 5% do nosso PIB investido em guerra e morte. Aliás, Luís Montenegro apresentou-se como menino muito bem comportado assumindo com algum orgulho, que em 2025 Portugal até superou os gastos previstos com a militarização e assumiu os gastos em 3,1% do PIB já em 2026 para a defesa.
Os Verdes não se reveem em nada neste rumo que o Governo AD e os seus cúmplices estão a impor ao país. A Constituição da República Portuguesa, que este ano cumpre 50 anos e que deve ser enaltecida, preconiza “… a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.”
É sob este corolário que o país se deve reger. Com tantas carências, o país não se pode dar ao luxo de se vergar sob as imposições dos EUA e da indústria militar.
Portugal deve pugnar por defender a PAZ, por fazer pressão para a resolução política e diplomática dos conflitos. Basta de mortes na Palestina, basta de mortes na Ucrânia, basta de mortes no Iémen, fim ao cerco a Cuba, fim à ingerência dos EUA na Venezuela e liberdade para o seu legítimo chefe de Estado.
Os Verdes continuarão a defender PAZ Sim – NATO Não!
