Os Verdes deslocaram-se à Sertã e à Covilhã
com foco nos desafios ambientais e na resiliência do território
Uma delegação do Partido Ecologista Os Verdes visitou ontem, dia 7 de abril, o distrito de Castelo Branco, no âmbito das Jornadas Ecologistas, um itinerário de iniciativas pelo território com vista a identificar prioridades, medidas e investimentos ao nível da ação local, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida das populações e o reforço da resiliência do território.
Nesta visita ao distrito, Os Verdes iniciaram a manhã com o reconhecimento e a identificação, no terreno, dos impactos da tempestade Kristin, em particular na Sertã, onde são visíveis os danos em habitações, indústrias e infraestruturas de distribuição de telecomunicações e de eletricidade, bem como a devastação da paisagem, nomeadamente no espaço florestal. Foram ainda identificados problemas ao nível da falta de iluminação em algumas povoações, deficiências graves na cobertura da rede móvel, e a acumulação de material lenhoso, constituindo um potencial fator de risco de incêndio no próximo verão.
Os Verdes, tendo estado em contacto com as populações afetadas, manifestam preocupação relativamente a muitas famílias que ainda não foram abrangidas pelos apoios anunciados pelo Governo ou que não obtiveram resposta. Desde o dia 28 de janeiro, encontram-se sem quaisquer meios para fazer face aos avultados prejuízos nas habitações, enfrentando, desde então, situações preocupantes de degradação dos imóveis, casos em que as condições de habitabilidade são manifestamente inadequadas, havendo mesmo desalojados, para os quais não existem garantias nem apoios em perspetiva.
Esta visita ocorreu precisamente no último dia para comunicação e candidatura a apoios, tendo o PEV conhecimento de diversas situações em que as populações ainda não receberam a peritagem por parte das seguradoras, não podendo, assim, garantir a elegibilidade para os apoios anunciados. De igual forma, foram relatados diversos entraves burocráticos que afetam particularmente as pessoas mais idosas, num processo que, ao contrário do anunciado pelo Governo PSD/CDS, nada teve ou tem de simples, deixando, consequentemente, muitas famílias com menos recursos, excluídas deste mecanismo.
Do ponto de vista social, foi também percetível que a intempérie veio evidenciar: a existência prévia de habitações em estado precário, cuja situação foi significativamente agravada, afetando sobretudo a população idosa e economicamente vulnerável; a intensificação do isolamento social; e a incapacidade de resposta por parte das entidades públicas, nomeadamente do Governo, incluindo a inexistência de respostas adequadas para pessoas com mobilidade reduzida.
No âmbito desta jornada, Os Verdes visitaram ainda as freguesias da CDU de Unhais da Serra e da Boidobra, no concelho da Covilhã.
Nesta visita ao distrito, Os Verdes iniciaram a manhã com o reconhecimento e a identificação, no terreno, dos impactos da tempestade Kristin, em particular na Sertã, onde são visíveis os danos em habitações, indústrias e infraestruturas de distribuição de telecomunicações e de eletricidade, bem como a devastação da paisagem, nomeadamente no espaço florestal. Foram ainda identificados problemas ao nível da falta de iluminação em algumas povoações, deficiências graves na cobertura da rede móvel, e a acumulação de material lenhoso, constituindo um potencial fator de risco de incêndio no próximo verão.
Os Verdes, tendo estado em contacto com as populações afetadas, manifestam preocupação relativamente a muitas famílias que ainda não foram abrangidas pelos apoios anunciados pelo Governo ou que não obtiveram resposta. Desde o dia 28 de janeiro, encontram-se sem quaisquer meios para fazer face aos avultados prejuízos nas habitações, enfrentando, desde então, situações preocupantes de degradação dos imóveis, casos em que as condições de habitabilidade são manifestamente inadequadas, havendo mesmo desalojados, para os quais não existem garantias nem apoios em perspetiva.
Esta visita ocorreu precisamente no último dia para comunicação e candidatura a apoios, tendo o PEV conhecimento de diversas situações em que as populações ainda não receberam a peritagem por parte das seguradoras, não podendo, assim, garantir a elegibilidade para os apoios anunciados. De igual forma, foram relatados diversos entraves burocráticos que afetam particularmente as pessoas mais idosas, num processo que, ao contrário do anunciado pelo Governo PSD/CDS, nada teve ou tem de simples, deixando, consequentemente, muitas famílias com menos recursos, excluídas deste mecanismo.
Do ponto de vista social, foi também percetível que a intempérie veio evidenciar: a existência prévia de habitações em estado precário, cuja situação foi significativamente agravada, afetando sobretudo a população idosa e economicamente vulnerável; a intensificação do isolamento social; e a incapacidade de resposta por parte das entidades públicas, nomeadamente do Governo, incluindo a inexistência de respostas adequadas para pessoas com mobilidade reduzida.
No âmbito desta jornada, Os Verdes visitaram ainda as freguesias da CDU de Unhais da Serra e da Boidobra, no concelho da Covilhã.
Na visita a Unhais da Serra, a delegação de Os Verdes reuniu com o presidente da Junta de Freguesia e membros do executivo, tendo abordado os impactos dos incêndios de agosto passado que assolaram o território.
O executivo identificou algumas das principais prioridades na resposta aos danos provocados pelos fogos florestais, desde logo a urgência de intervir na infraestrutura de captação (rede em alta) e no abastecimento público de água à população, um investimento e obra, através de candidatura a fundos públicos, que deverá estar concluído até meados de junho. A par do restauro ecológico e da necessidade de reflorestação com espécies autóctones, foi ainda possível confirmar, no local, a evolução de alguns projetos destinados à melhoria dos espaços públicos, áreas de lazer e valorização ambiental, que não só fomentam o desenvolvimento económico, como garantem a melhoria da qualidade de vida das populações.
O programa das Jornadas Ecologistas em Castelo Branco terminou com uma reunião com o executivo e uma visita à freguesia da Boidobra.
Nesta visita, foi visível o impacto da proliferação de extensas áreas ocupadas por painéis fotovoltaicos, cerca de 60 hectares, salientando-se não apenas a ocupação de solos com aptidão agrícola, mas também as consequências ao nível da paisagem.
Foi ainda destacado o rio Zêzere que, apesar do seu potencial, tem sido subaproveitado nas suas múltiplas dimensões, que deveria constituir uma oportunidade para potenciar a qualidade de vida da população e fomentar o desenvolvimento económico e social.
Os Verdes tiveram ainda a oportunidade de visitar outros espaços públicos para os quais a Junta de Freguesia já dispõe de projetos de intervenção com vista à sua melhoria. Contudo, a escassez de financiamento e a ausência de candidaturas têm conduzido a intervenções faseadas, em função dos recursos disponíveis.
Foram igualmente abordadas, na reunião com a Junta de Freguesia, algumas respostas sociais, numa freguesia que é das mais jovens da região e onde, não obstante o acentuado declínio demográfico que afeta o interior do país, a perda de população, embora se tenha verificado, tem sido reduzida.
O executivo identificou algumas das principais prioridades na resposta aos danos provocados pelos fogos florestais, desde logo a urgência de intervir na infraestrutura de captação (rede em alta) e no abastecimento público de água à população, um investimento e obra, através de candidatura a fundos públicos, que deverá estar concluído até meados de junho. A par do restauro ecológico e da necessidade de reflorestação com espécies autóctones, foi ainda possível confirmar, no local, a evolução de alguns projetos destinados à melhoria dos espaços públicos, áreas de lazer e valorização ambiental, que não só fomentam o desenvolvimento económico, como garantem a melhoria da qualidade de vida das populações.
O programa das Jornadas Ecologistas em Castelo Branco terminou com uma reunião com o executivo e uma visita à freguesia da Boidobra.
Nesta visita, foi visível o impacto da proliferação de extensas áreas ocupadas por painéis fotovoltaicos, cerca de 60 hectares, salientando-se não apenas a ocupação de solos com aptidão agrícola, mas também as consequências ao nível da paisagem.
Foi ainda destacado o rio Zêzere que, apesar do seu potencial, tem sido subaproveitado nas suas múltiplas dimensões, que deveria constituir uma oportunidade para potenciar a qualidade de vida da população e fomentar o desenvolvimento económico e social.
Os Verdes tiveram ainda a oportunidade de visitar outros espaços públicos para os quais a Junta de Freguesia já dispõe de projetos de intervenção com vista à sua melhoria. Contudo, a escassez de financiamento e a ausência de candidaturas têm conduzido a intervenções faseadas, em função dos recursos disponíveis.
Foram igualmente abordadas, na reunião com a Junta de Freguesia, algumas respostas sociais, numa freguesia que é das mais jovens da região e onde, não obstante o acentuado declínio demográfico que afeta o interior do país, a perda de população, embora se tenha verificado, tem sido reduzida.
