O Ministro das Infraestruturas anunciou, após a reunião do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, que o Governo pôs em marcha a entrega ao privado dos serviços ferroviários urbanos nas linhas de Cascais, Sintra/Azambuja, Barreiro/Sado e Porto. Uma decisão à qual Os Verdes já se tinham oposto por ocasião do seu anúncio no Programa do Governo e que reafirmam novamente.
A entrega de serviços públicos ferroviários a privados não traz melhorias para os utentes, como se pode verificar pelas inúmeras e constantes queixas no Comboio da Ponte 25 de Abril, concessionado à Fertagus.
Mas a entrega dos serviços públicos ferroviários a privados não é só lesiva para os utentes, ela também o é para os próprios trabalhadores, como se pôde e pode verificar nos bares do Intercidades e Alfa Pendular, e representa um verdadeiro assalto aos dinheiros públicos.
Os Verdes não precisam de esperar pelo modelo da dita concessão, para se oporem à mesma, e reafirmarem que não passa de uma privatização disfarçada, lesiva do interesse público. Só porque esta concessão traz grandes benefícios económicos aos privados é que estes se mostram interessados na mesma.
Veja-se o interesse já demonstrado pelo Grupo Barraqueiro que detém já a gestão da Fertagus, Metro do Porto e Metro Sul do Tejo, mesmo antes de saber as condições. Algo que não é de admirar visto que o privado tem risco zero, desde a infraestrutura à aquisição dos comboios e a sua manutenção tudo é a custos do Estado!
Duas das linhas urbanas previstas entregar aos privados, Cascais e Sintra/Azambuja dão resultados muito positivos e as quatro têm um enorme potencial de crescimento.
Os Verdes, para além de se oporem à entrega destes serviços ao privado, receiam ainda que o novo operador anunciado para as linhas de Alta Velocidade seja o primeiro passo para a privatização das mesmas.
O PEV tudo fará para alertar e mobilizar os utentes, autarcas e outras entidades contra esta decisão!
